2011/01/07 – Antofagasta – Ollague ( Fronteira com Bolívia )

Olá á todos, a quanto tempo não falo á vocês. Hoje, sábado 17/04, ás 3 da madrugada, o sono não chegou, então resolvi escrever mais um dia da grande viagem que fiz a 4 meses atrás. Puts, 4 meses, se passou tanto tempo, a dúvida agora talvez seja, lembrarei de um momento a 4 meses atrás? A resposta é sim, com toda certeza. É incrível que todo esse tempo tenha passado tão rápido mas tenha ficado momentos tão claros e vivos na minha mente da viagem, e ficará pro resto da vida com certeza. Tem alguns momentos que estou em casa, no trabalho, ou em qualquer outro lugar, e vêm na mente imagens de determinados momentos que não me lembrava tão nitidamente. É até hoje é uma viagem que quando olho no mapa e vejo onde fui parar, é como se a ficha ainda não tivesse caído. Bom, chega de papo, vamos lá a mais um relato.
 
Acordando pela manhã ao som do mar do pacífico e as gaivotas na praia, solzão do deserto como sempre já brilhando forte as 8 da manhã. Troquei contatos com BJ e cada um segui seu lado, ele partiu rumo ao Sul, e eu decididamente teria que voltar, pois a grana estava curta, alteraria meu curso que antes era sempre ao Norte, para agora andar ao Leste.
 
Hoje também terminaria a grande caminhada pela Ruta 5 ( Panamericana ), e iniciaria agora na Ruta 25, sentido Calama, última cidade grande que passaria antes de cruzar a fronteira com a Bolívia.
 
De Antofagasta a Calama foi tranqüilo, como nos últimos dias, sempre acompanhado de deserto por todos os lados, no caminho vi muitas linhas de trem, com trens enormes carregando uma espécie de galões, vários vagões com esses galões grandes em cima, pelo formato algum tipo de líquido, em algumas estações pelo caminho eu vi grande canos escrito Acido Sulfúrico, e tinhas umas torneiras da altura dos trens, talvez seja isso que transportavam, por ser uma área com grande quantidades de minas e salares, talvez o ácido ajude na retirar de algum minério ou do sal, não sei exatamente.
 
Cheguei em Calama por volta das 12:00, mais cedo que esperava. Por isso decidi atravessar para Bolívia hoje. O pessoal do Dakar havia passado por ali a 2 dias atrás, e tinha muitos vestígios deles pela cidade ou pela pista, placas indicando locais de acampamento, pela estrada cruzando com vários caminhões e camionetes carregando equipamentos, etc.
 
Fiquei andando por Calama por 1 hora mais ou menos, conhecendo a cidade, depois segui rumo a Ollague através da Ruta 21. A estrada era bem deserta, quase não cruzava com carros, e em alguns momentos parava a moto para contemplar aquele local, totalmente deserto, só o barulho do vento, mas não dava pra ficar muito tempo, o sol não estava perdoando nesse dia.
 
Alguns kms antes do Salar de Ascofan, terminou a pavimentação, começava agora a andar por estrada de terra, e com alguns trechos bem difíceis de passar com minha moto. Nesse momento, já não via mais carros, pessoas, ou cidades. Era só estações de serviços de extração de sal, ferrovias, e alguns vilarejos, porém abandonados…bem desertão mesmo.
 
Estava lá agora entre o Salar de Ascofan e Salar de O Carcote San Martin, quando vejo 2 motos se aproximando. Ao passarem por mim, me cumprimentaram, era 2 XT 660, e depois vi a placa do Brasil, hehehe, buzinei pra eles pararem, pararam e ficamos um momento ali conversando, era 2 homens de uns 50 anos e estava andando por ali, disseram que sempre andavam por ali, saia do Brasil para fazer as trilhas do deserto. Elogiaram o tanque da minha moto por caber 18 litros, enquanto a deles eram 13, e sempre tinham que carregar gasolina reserva, mas alertavam também pela estrada, já que minha moto não era apropriada para o terreno e ainda estava andando sozinho. Andei alguns kms com eles, mas entraram em outro estrada rumo ao Norte, e eu continuei ao Leste.
 
Aqueles 2 salares que havia passado era cenários maravilhosos, porém estava totalmente sem pilhas e não deu para tirar fotos. Cheguei então por volta das 17 em Ollague, um vilarejo muito pequeno, e sem supermercado para comprar pilhas, e pra piorar sem posto de gasolina. Devia estar com ¼ de tanque. Olhei do lado da Bolivia e tinha uma placa apontando Uyuni á 250 km. 5 litros de gasolina em estrada de terra sem saber as condições, andar 250 km era missão impossível. Mas vamos tentar né, voltar que eu não ia.
 
Custei achei alguém lá no prédio que fazia os tramites para sair do país, e enquanto estava fazendo lá a papelada, chegou um cara de uns 45 anos, estatura baixa, cabelo grisalho. Terminei a documentação e quando sai vi que ele estava em um troller, não tinha reparado na placa, mas resolvi esperar ele pra perguntar se ele sabia de posto ali próximo. Quando saiu comecei a indagá-lo sobre estacion de service, e logo ele percebeu que eu era brasileiro. Pra minha surpresa ele também era. De São Paulo, estava a vários dias viajando pelo Chile com uma amiga.
 
Ele disse que não havia posto ali próximo, que o troller era a Diesel e diesel ele tinha sobrando lá…mas se dispôs a me acompanhar até Uyuni, e caso desse algum problema a gente dava um jeito. E ai ai, tudo que eu precisava hein, nunca fui a Bolívia, mas pelas histórias já estava quase desistindo de passar por ali. Uma pessoa pra andar junto naquele pais não era nada mal.
 
Atravessamos a fronteira e ao chegar na Aduana Bolivia, mesma coisa, poucas pessoas trabalhando e sem muitas informações, as pessoas eram totalmente diferentes, tinha cara de índios, todos de cabelos lisos e olhos puxados, com pele bem marrom. Notava também a presença de soldados do exército em vários pontos, e pude notar que era sempre jovens, com no máximo 18 anos de idade, alguns até mesmo empunhando fuzis.
 
Fui a uma salinha preencher o formulário de entrada no país, e depois que já tinha começado a escrever fui informado que aquele formulário era pago. O estranho é que enquanto estava esperando minha vez tinha um folder grande em frente onde estava sentado dizendo claramente que nada poderia ser cobrado naquele local, e que a entrada no país era permitido pra qualquer um, sem pagar nada.
 
Quando o cara me disse isso, pensei ainda em apontar o folder, mas a cena que tinha em minha frente era a seguinte, sentado em uma sala de uns 3 por 3 mts, com a porta fechada, chão de madeira, paredes surradas, em uma simples cadeira, do outro lado da mesa cinza havia o boliviano mal encarado que havia me informado o valor do formulário, ele era meio baixo, careca, não tinha crachá e muito menos usava uniforme de aduaneiro. Do meu lado esquerdo tinha 2 garotos fardados empunhando um fuzil cada um deles.
 
Hehehe, desenhou a cena?? A situação não estava muito favorável, teria que pagar. Então perguntei quanto era, ele me disse 20 pesos bolivianos, perguntei então quanto era a cotação pro dólar, ele me disse que era 7 pra 1. Falei pra ele que não tinha peso boliviano, se ele aceitava peso chileno. Ele disse que sem problemas, abri a carteira então e só tinha notas de 5000 pesos chilenos, que da mais ou menos 12 dolares. Entreguei uma nota pra ele e disse pra me dar o troco em peso boliviano já que precisaria para abastecer a moto. Ele me olhou e disse “No hay cambio”.
 
O que?? Como assim?? O cara estava me cobrando 20 pesos bolivianos, que cada mais ou menos 3 dolares, eu havia dado 5000 pesos chilenos que dava 12 dolares, como não há troco?
 
Expliquei isso a ele, e ele me disse bem assim, “Aqui, la cotacion ser diferente”. Ele olhou para os soldados, olhei pra eles também, e tipo não demonstraram nenhuma mudança na face, continuavam olhando sérios ali pra mim. É, beleza então né. Formulário caro esse. Vai ficar por isso mesmo.
 
Eu tinha outra nota de 5000 na carteira e precisava de peso boliviano de qualquer maneira, já que tinha sido informado que ali pra frente só havia pequenos vilarejos e não encontraria nenhum lugar que aceitaria cartão, isso caso eu achasse combustível, coisa que também me falaram que não acharia. Perguntei então se ele poderia trocar os 5000 pesos chileno, e ele falou que trocava sim, colocou 30 pesos chilenos na mesa e falou: “Ai está”. Hehehe, preju novamente. Fiz a troca ali e sai da sala. Alertei o Pedro, motorista do troller sobre o fato e ele disse que era assim mesmo, que já estava com peso boliviano trocado pro formulário.
 
Aguardei ele terminar lá e seguimos viagem. Estava agora andando em terra bolivianas, sem GPS pois não havia mapa da Bolívia para meu GPS, o Pedro também não havia andando muito por ali, e não lembrava muito bem os caminhos, ele tinha um Garmim, mas não tinha rotas, somente apontava o lado que estava Uyuni.
 
E assim partimos rumo a Uyuni por volta das 18:00 com a moto na reserva em estrada de terra precária.
 
É isso pessoal, hoje o post será só até as 18:00, no próximo conto a história completa que foi até as 00:00, e que história hein. Abaixo umas fotos dos locais que passei, as fotos que tirei vai até a foto que tirei com os motoqueiros brasileiros, o resto é da Marcia, amiga do Pedro que foi tirando foto no troller, lembrando que andamos pelo mesmo caminho e ela tinha uma Nikon, modelo bem parecido com o meu, considerem então tiradas por mim.
 
 

 
 
 
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2011/01/06 – Bahia Inglesa – Antofagasta

Olá pessoal, hoje foi o dia de atravessar o deserto do Atacama. Há muito estava sendo alertado sobre a travessia do trecho que iria fazer hoje. Todos diziam ser um lugar árido, sem água, sem postos de gasolina, ou seja, deserto mesmo. Mas não foi bem isso que encontrei.

Primeiramente sai de Bahia Inglesa ás 8:00 e fui até Chanaral, a última cidade antes da travessia do deserto, lá eu completei o tanque da moto e consegui depois de algum tempo um galão de 5 litros para utilizar como reserva caso a gasolina acabasse, afinal seria 400 km sem uma única cidade, povo ou vilarejo entre Chanaral e Antofagasta, mas quando finalmente entrei no deserto não foi bem isso que vi.

No caminho realmente postos de gasolina não hávia, mas tinha pequenas vilas com várias vendas, restaurantes e parrilas. E na metade do caminho, em uma pequena vila chamada Agua Verde tinha um posto de gasolina, ou seja, no meio dos 400 km do deserto podem ficar tranquilo quanto a gasolina.

Passei próximo a estrada que ia para a mina onde os mineiros a alguns meses atrás ficaram pressos, porém fiquei sabendo que não tinha como chegar perto do exato lugar da mina, então decidi nem ir ver como era lá perto.

Segui viagem, e alguns kilometros antes de Antofagasta avistei ao longe um grande monumento, e ao ir se aproximando ví que era a enorme mão que sai no chão, como já hávia vista por fotos no Google Earth, sabia que estava próximo de Antofagasta. Pelo que fiquei sabendo essa mão representa a enorme quantidade de trabalhadores que hávia na cidade.

Cheguei então a um pequeno distrito industrial, onde hávia fábricas de cimento, sal, areia e pedra. Lugarzinho meio feio, estava a 30 km de Antofagasta, para ir até lá sairia da Ruta 5 em direção a costa. Chegando lá vi que era uma grande cidade, com muitos prédios, praias, carros e pessoas. Uma cidade bem colorida tambem, diferente das outras que tinha visto pelo caminho.

Parei então em uma lan house para ver se encontrava um camping, e pouco depois parou lá fora uma Kawasaki 650 cc, uma moto estilo Motard, bem parecida com as que utilizam no Dakar. Tinha uma moça encostada na moto, fui até lá então para perguntar se sábia de algum lugar para ficar na cidade. Ela então me disse que ficariam em um camping, e que o amigo dela, piloto da moto, já estava voltando e que eu poderia ir junto com eles. Encerrei então alí na ciber, e parti com eles rumo ao camping, estavamos em uma avenida costeando o mar do pacífico. Com enormes prédios, supermercados, lanchonetes e tudo mais de um lado, e do outro o calçadão e á frente praias de areias brancas com vários guarda-sóis e aquele tanto de gente na água fria do pacífico.

Andamos cerca de 10 km até chegar em um camping que ficava na areaia da praia mesmo, fomos la conversar e era 3500 pesos. Já lá fora, eu e o casal conversando, ela disse que estava caro e que iria la negociar, então ela voltou falando que tinha conseguido por 2000, e nesse momento eu vi a importância de levar uma mulher na viagem, hehehehe, brincandeira.

Ficamos então em um mesmo espaço, eu armei minha barraca e eles armaram a deles ao lado. A moça foi correr na praia, o cara estava arrumando as coisas e eu fui tomar banho, e pra variar um pouco, a água era gelada. Depois fui até o supermercado e comprei uns bifes, arroz e óleo pois o meu estava acabando. Anoite fiz somente os bifes e eles fizeram macarrão e novamente compartilhei o rango com os vizinhos de barraca. Ficamos lá comendo e ouvindo Jack Jhonson que eles tinham no notebook, tiramos umas fotos, trocamos umas idéia e fomos dormir.

O nome dele é B J Long e é americano, está em uma viagem de 6 meses vindo desde a américa, encontrou com Rachel em algum lugar da América do Sul que eu não lembro, e desde então ela o acompanha na viagem, ela é Irlandesa e estava em uma viagem a dedo ( carona ). Eles ainda vão passar pelo Brasil e espero encontra-los em meados de março.

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Estou voltando…

Olá pessoal, nao estou podendo escrever muito, estou na Bolivia, e conseguir acesso aqui é raro. Estou com somente 10 minutos, entao nao vai dar para relatar os ultimos dias.

Sinto dizer, que estou voltando já, infelizmente nao deu para ir até o Peru, tive alguns imprevistos e de Bahia Inglesa fui até Antofagasta, depois fui até San Cristobal já na Bolivia, conheci o Salar de Yuni, e agora estou em uma cidade próximo a Yacuiba, nao sei nem o nome. Amanha ja vou cruzar para Argentina, ir até San Salvador de Jujuy e depois entrar no Paraguay por Assuncao, e depois voltar ao Brasil por Foz do Iguacu, creio que em 2 ou 3 dias já estarei em casa, nesse intervalo acho que nao dara para postar novamente, mas assim que estiver em casa vou relatar os ultimos dias e colocar as fotos.

Uma coisa eu adianto, a Bolivia é surpreendente.

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2011/01/05 – Termas Socos – Bahia Inglesa

Olá pessoal, hoje foi um dia bem corrido, acordei logo cedo, levantei acampamento e fui para estrada, era umas 9:30 e já tava firme forte na Ruta 5, rumo ao Norte.

Passei por La Serena bem rapidamente, uma cidade litoranea, e já tinha muita gente curtindo o solzao na praia. Antes de La Serena ja tinha comecado um clima meio desertico como ja havia visto no Sul da Argentina, porem depois de La Serena, ai que eu vi o que era deserto de verdade.

Comecou a ter grandes montanhas, cada vez sem mais vegetacao, e depois de Copiapo entao, ai eram so enormes dunas de areia, muito bonito, mas meio amedrontador, porque ja deu pra perceber que os proximos 500 km seriam somente isso.

Andei grande parte do percurso tambem bem ao lado do mar, e o contraste era legal, o marrom do deserto e o azul do mar.

Hoje tambem comecou a ser realizado outro grande sonho, entrei na regiao do Atacama. Cheguei entao a cidade de Caldera, e depois fui ate Bahia Inglesa, onde achei um camping bem barato comparando com os outros que tinha encontrado.

Estava tudo caro, por um motivo, um motivo pelo qual nao esperava encontrar, mas que me agradou muito. Durante o dia hoje vindo pra ca, vi varias comitivas com traillers, carretas e tudo mais, com nomes de equipes. E depois vi que era o pessoal do Rally Dakar, e eles iriam parar justamente aqui na regiao de Bahia Inglesa. Inclusive uma das equipes estao acampando do lado do camping que estou. Varias barracas todas iguais, e da para ver as motos que eles usam. Muito interessante, vou ver se consigo ver a largada deles aqui amanha.

Aqui tambem as coisas sao caras pois è um lugar diferente do comum, è uma praia com areia branca e agua azul clarinha, no Brasil ja è muito comum essa paisagem no norte. Aqui è raridade.

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2011/01/04 – Los Andes – Termas Socos

Olá pessoal, hoje tive um grande problema…ontem após sair da ciber que estava postando, fui em 2 mecanicos para ver a condicao da corrente da moto, e eles falaram que talvez nao andaria 1000 km, ou talvez andasse 7000, mas nao podiam afirmar nada.

Nesse caso tinha que tomar uma descisao, como eu estava próximo de Santiago, o único lugar daqui do Chile que poderia talvez ter o kit de relacao da minha moto, eu tinha que voltar até lá para trocar, ou seguir viagem, e se desse problema, arrumar carona para voltar a Santiago.

Pra complicar um pouco mais, estava com a grana contada para fazer uma parte do que tinha planejado e voltar ao Brasil. Mas ia ser complicado se eu seguisse, pois a alguns kms ao norte era somente deserto. Entao resolvi trocar a relacao, fui até Santiago e depois de muuuita procura achei uma loja especializada em pecas da Yamaha. Mesmo assim eles nao tinham da minha moto e tive que adaptar um outro kit de relacao, porém acho que até ficou melhor.

Paguei 38.000 pesos pelo kit e 12.000 para a troca, total cerca de 130 dolares. Na situacao que estou agora, foi muuuuito dinheiro. Mas foi a escolha certa, sai de Los Andes as 9:00, as 12:00 já estava saindo de Santiago rumo ao norte com corrente nova sem preocupacao.

Durante o percurso em uma determinada cidade vi várias senhoras abanando uns lacos ao lado da pista e com uma cesta na mao, fui passando e sempre ia tendo mais. Depois comecou a ficar maiores os lacos e eles balancavam muito, resolvi que no próximo iria parar para ver o que era, e quando parei e pedi para ver o que era, eram doces. Entao resolvi comprar um para experimentar, nossa…o negócio era bom, era uma espécie de croacan com doce de leite dentro, mas nao era doce de leite, perguntei o que era, e ela me disse que era doce de manjar. Muito bom mesmo.

Hoje tambem vi o por do sol no oceano, pois no Brasil somente vemos o nascer do sol. Muito bonito tambem.

Queria adiantar um pouco a viagem entao andei, andei e andei muito, quase nao tirei fotos, até que cheguei a um camping, que fica ao lado da Ruta 5 mesmo, a 100 km antes de La Serena. Um camping muito bom, com águas termais e tudo mais. Cheguei muito cansado, armei a barraca, conversei um pouco com 2 francesas que estavam mochilando pela américa somente ¨a dedo¨, que é como chamam carona aqui.

Fizemos janta, eu fiz arroz e carne com batata e elas fizeram uma salada lá e tinham pao tambem, bem diversificado hoje a janta. Depois fui dormir, estava muito cansado.

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2011/01/03 – Conhecendo a monte Aconcágua

Olá pessoal, hoje acordei cedo e fui junto com o caminhoneiro André concertar a corrente da moto. Tiramos 2 gomos da corrente e lubrificamos bem, dei umas voltas e estava perfeito. Creio eu que nao terei problemas mais com a corrente, ele me arrumou um pouco do óleo bardall, um óleo que funcionava com aditivo no motor do caminhao, bem grosso, e que lubrifica a corrente muito bem.

Depois de arrumar tudo, foi me servido um belo café da manha pela esposa de André, com direito a ovos, paos, café e é claro, chimarrao.

Depois do café reforcado montei na moto e fui rumo a Argentina, queria conhecer 3 coisas básicamente, a rodovia Los Caracores, o túnel Cristo Redentor e o monte Aconcágua.

O trajeto todo durou cerca de 4 horas, e deu pra conhecer todos os 3, o mais demorado de tudo foi as paradas em meio os andes, pois a rodovia estava em manutencao, e em vários pontos hávia somente 1 pista disponível.

O tramite para passar na Aduana devolta ao Chile também foi demorado, pois como eu nao hávia entrado na Argentina, já que o Aconcagua era antes de aduana Argentina, quando fui voltar ao Chile, custei entrar novamente no país, pois nao tinha os documentos de saida da Argentina. Tive que ir até a policia da fronteira, pegar uma permissao e ir em vários lugares para carimbarem. Mas no fim deu tudo certo, e eu voltei ao parqueadero, como cheguei tarde e o André disse que também que terá uma boa janta hoje anoite, resolvi ficar aqui mais 1 dia, antes de seguir viagem, ja andei 6500 km até agora, estou na metade da viagem, porém com a grana acabando, terei que alterar o percurso de minha viagem, assim que estiver tudo decidido eu coloco o novo percurso.

Abaixo as fotos de hoje, lugar incrível.

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2011/01/02 – Pucon – Los Andes

Olá pessoal, hoje acordei bem cedo pois como fiquei 3 dias em Pucon, precisava adiantar um pouco a viagem, e adiantei, andei cerca de 700 km hoje, e cheguei a Los Andes, próximo a Santiago.

Acordei e tive que desarmar o acampamento debaixo de uma garoa fria, foi difícil, mas correu tudo bem, sai de Pucon, debaixo dessa garoa tambem, e andei cerca de 250 km assim, entao infezlimente hoje nao tirei nenhuma foto.

Depois que passou a chuva, ficou um tempo nublado, nao muito bom para fotos tambem, porem, passei em uns lugares muito bonitos na Ruta 5. Estava tudo bem monótomo, até que estava a uns 200 km de Santiago e comecou a surgir grandes montanhas, me aproximei mais dos Andes, mas nao era montanhas só dos Andes, o lado esquerdo tambem tinha várias, com uma vegetacao rasteira amarelada, e pequenas arvores por toda a montanha.

Passei tambem aqui pela Ruta do Viño, e nesse instante hávia parreirais dos dois lados da pista, nao só do jeito que estamos acostumados a ver, mas tambem plantacoes diferentes de uva.

Várias bodegas de vinho de marcas bem conhecidas, bem interessante. Quanto mais se aproximava de Santiago, mas a via ficava movimentada, e mais pedágios tinha. Devo ter pagado uns 8 pedágios de Pucon á Santiago.

Quando cheguei a Santiago, vi uma cidade bem diferente das outras, era bem grande, e era cercada de grandes montanhas, isso fazia com que a sobre a cidade ficasse uma grande nuvem, acho que provavelmente de poluicao. E tambem nao era um bom cenário para fotos.

Como eu nao gosto muito de cidades grandes, logo que entrei, já queria sair, e foi a primeira coisa que fiz, parei em um posto e olhei uma anotacao que um caminhoneiro em Neuquen tinha feito para ir até uma cidade próxima a Santiago quando estivesse passando por aqui.

A cidade era Los Andes, cerca de 80 km de Santiago Leste, pelo nome e pela posicao, já vi que subiria novamente os Andes. Quando foi umas 18:30 cheguei a Los Andes, e quando parei no primeiro semáforo a corrente da moto saiu e travou a roda. Quase fui pro chao, mas deu pra segurar.

Parei entao ao lado e coloquei a corrente novamente, foi mais 200 metros, e saiu novamente. Coloquei e depois de 200 metros, novamente. Entao eu parei, peguei as ferramentas e fui estica-la. Mas, estava esticada no máximo e agora eu tinha um problema.

Fui andando devagar, porém saia toda hora, até que cheguei em um posto, perguntei se hávia mecanico ai próximo e o frentista disse que dia domingo nao iria achar. Ele ainda ligou para o cunhado dele que era mecanico, mas ele disse que nao atendia dia de domingo mesmo.

Entao eu fui em busca do Parqueadero da Rosita, que era um lugar onde poderia haver caminhoneiros brasileiros, e talvez eles pudessem me ajudar.

Quando estava indo para lá, parei em outro parqueadero e perguntei se era ali, nao era, mas hávia vários caminhoneiros brasileiros e eles insistiram pra mim ficar ali, que amanha arrumaria para mim, o caminhoneiro que me recebeu foi o André de Uruguaiana. Disse que poderia armar minha barraca la dentro da sala de TV que era mais tranquilo.

Ao entrar nessa sala, que por sinal era bem simples, porém só de estar coberto já estava ótimo, afinal estavamos a uns 1200 metros de altitude, e iria esfriar muito anoite. Quando entrei tambem percebi que estava passando Faustao na TV, e que todos que estavam ali era brasileiros.

Assisti um pouco de TV, depois de 12 dias sem ver, realmente vi que a programacao de domingo era péssima. Faustao lá interrompendo os participantes quando falavam, e depois comecou fantástico que só falava de doencas, foda.

Já nao tinha ninguem la, entao desliguei e fui dormir.

 

 

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