2011/01/01 – Escalando o Vulcao Villaricca

Hehehe, é isso mesmo que vocês estao lendo meu amigo. Como disse no post anterior, a maior aventura até agora.

Ontem estava andando pela cidade observando o vulcao que solta uma fumaca o tempo todo, imaginei entao que por ele ser o mais ativo, e ser perigoso, nao era permitido subir até o cume.

Porém, vi algumas agencias escrito, trekking no vulcon, e fui averiguar o que era, e realmente era até o topo, somente andando, pois nao hávia nenhuma parte vertical. Meu amigo, foi nessa hora que falei, ¨Demoro, quanto é esse negócio?¨. ¨Sao 70 mil pesos¨, :S . Ooopa, agora complicou, isso da mais ou menos 200 dolares, era muita grana, e eu nao podia gastar tudo isso em um dia.

Sai meio desconsolado dali ne, porque ver aquele vulcao tao de perto e nao subi-lo, era como um jovem virgem com uma mulher nua na sua frente e ele nao poder fazer nada.

Vi outras agencias oferecendo o servico, e depois de procurar muito, achei por 38 mil, da um pouco menos que 100 dolares. Bom, ai ja era pra mim, apesar que mesmo assim, terei o restante da minha viagem comprometido por esse ato quase que impensável.

Acertei tudo lá, que já era fornecido os equipamentos e tudo mais, e voltei pro camping, acordei hoje entao as 6:00, tinha que estar la ás 7:00, cheguei la em ponto, e um pouco depois chegaram 2 franceses que tambem iam, depois chegou mais 2 alemaes que tambem iam. E em seguida os instrutores, eram 3.

Provamos as roupas, e depois que tudo se encaixou, pegamos uma van até o pé no volcao, para começar a subida. No caminho percebi que estava entre experientes escaladores. Eu já sabia que pra mim ia ser difícil, porque apesar de fazer os trekking na Serra da Canastra, passeios de bike, nada se comparava. E além do mais eu nao estou em forma pra esse tipo de aventura. Mas eu ia de qualquer jeito mesmo.

Chegamos la, e vi que realmente o negócio era feio, tinhamos que utilizar até a machadinha. Como já estava ali mesmo, vamos tentar né. Iniciamos a súbida, e logo percebi que os cara que estavam ali eram foda e logo foram afastando montanha a cima, um dos guias foi me acompanhando, e nós ficavamos em média 10, 15 minutos atrás deles.

Primeiro subimos uma grande montanha de areia e pedra, para entao chegar na neve, que diga de passagem, era meu primeiro contato físico com ela. Começamos a andar na neve, e já era utilizado a machadinha a todo momento, nao só para cavar os locais do passo como para apoiar as maos naquela súbida tao incrime.

Chegamos até um ponto depois de 2 horas que olhando pra cima achei que já estava quase, faltava 200 metros dos 1000 que tinhamos que subir. Porém aquele era o trecho mais díficil, totalmente no gelo, que é bem mais duro que a neve e bem incrime mesmo.

Fomos andando a passos curtos, e era básicamente 3 pasos milimetrados e uma fincada na neve, isso era o tempo todo, era uma coisa muito exaustiva, e realmente em alguns momentos eu até pensava em desistir. Estava muito cansado e o psicológico nessa hora era o mais foda. Eu tentava cantar música, pensar em algo, mas nao dava, além da súbida, tinha o frio de 5 graus, com sensacao abaixo de 0 entrando pelas frestas da jaqueta, e nada era possível de tampar, mesmo estando com equipamentos apropriados, nao tinha como evitar o frio.

O grupo entao tomou uma distancia razoavelmente grande, e na 2 paradas, nem chegamos a alcancalos, o guia me perguntava se eu estava bem e se eu queria desistir, mas eu dizia que nao, apesar de sentir o coracao na boca, eu dava umas paradinhas de 30 segundos e andava mais 10 metros.

Nesse momento o ar estava raro-efeito, estavamos a 2550 metros de altura, faltava pouco para chega ao cume, mas cada metro percorrido sempre em zig-zag era como kilometros para mim.

Minha respiracao por dentro do casaco esquentava envolta de minha boca, e já nem tentava respirar tao ofegante porque era pior.

Parei em um determinado momento e olhei para cima, faltava 20 metros e eu chegaria no topo, porem ao perguntar pro guia, ele disse que ali era o falso cume, e depois teriamos 40 metros.

Cara, nesse momento eu estava ajoelhado na neve, com aquela mochila cheia de equipamentos nas costas, eu nao sabia o que fazia. Eu queria de qualquer maneira chegar la em cima, mas minhas coxas, todos os lados doia mas que tudo, o frio ainda ajudava aquela dor ser mais intensa. O guia perguntou novamente, ´Pablo, quer descer´, e nesse momento, por um fio de dizer sim, pensei que tinha pago 100 dolares, tinha andado 5 horas, e faltava 60 metros. Para mim eu seria um perdedor se desistisse ali, e levantei e falei, vamos subir.

Nesse momento ouvi pelo radio que o grupo havia chegado ao topo, meu instrutor também recebeu a informacao da central que estava se formando uma tempestado alí próximo, que tinhamos que chegar logo. Ele falou que tinhamos 40 metros, eu já avistava a fumaca saindo de dentro do vulcao, e disse que tinhamos 20 minutos para chegar la.

Naquela hora, nao sei de onde saiu energia, mas eu fui a pasos largos e mais rapido sem parar uma única vez, e sem olhar para cima. E quando percebi estava no topo.

Nesse momento, nada do que eu falar aqui vai expressar o que eu senti, eu sentei no chao olhando la pra dentro do vulcao, aquela fumaça saindo do chao, aquele calor, aquele cheiro de enxofre. A única coisa que pude fazer foi ajoelhar exausto, e ficar ali olhando, somente olhando, nao peguei a camera, nao fiz meu lanche, e nem olhei para os lados.

Fiquei durante alguns minutos naquela posicao se perguntando, como eu havia conseguido. Depois disso peguei a camera fiz um vídeo e em seguida fiz meu lanche. Que comi a 2680 metros de altura. Nesse ponto da para enxengar a curvatura da terra, eu via outros 3 vulcoes que estava bem distantes, via cidades distantes, e nuvens somente abaixo de mim.

Ficamos ali por cerca de 30 minutos e agora era descer. Eu nao havia pensado nisso né quando quis continuar, tinha gasto todas minhas energias, porém estava decidido em descansar um pouco mais e comecar a descer, e veio minha alegria. Vi os outros sentando em um plástico e sendo empurrado ladeira abaixo. Cheguei próximo e vi que desceriamos de skibunda. Huahuahua, agora sim. eu só olhava os escaladores descendo e descendo e quase sumindo na neve branquinha.

Peguei o meu banquinho, sentei em cima e só dei aquele impulso. Huahuahua, foi muito louco, descia bem rápido, e só tinha a machadinha para frear e parar se necessário seria dificil, mas estava tudo certo pra mim, aquele gelo sendo arremesado em minha cara, e olhando aquele precipicio lá embaixo, tinha que para ali. Mas nao estava nem ai, só diversao aquela hora, demoramos cerca de 20 minutos para descer tudo e depois a van nos buscou e fomos embora.

Alguns podem estar se perguntando, o porque de arriscar tanto, para chegar la em cima, ficar 30 minutos e descer. Em alguns momentos, nos aventureiros tambem pensamos nisso. Porém sempre que terminamos uma aventura dessa e chegamos em casa, ficamos com uma sensacao, que só passando para saber como é.

E esse foi o meu dia de hoje, terei que ficar mais 1 dia aqui porque estou sem condiçoes de seguir viagem hoje, mas amanha partirei cedo e pretendo chegar próximo a Santiago.

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2010/12/31 – Conhecendo Pucon

Olá pessoal, como disse no post de ontem, escolhi Pucon para passar o Ano Nuevo. Entao hoje fiquei aqui tranquilo sem nem se quer dar partida na moto. Só andando de pé pela cidade.

Como já disse, aqui é totalmente uma cidade turística, e há hoteis, cabañas, camping, ciber e agências de turismo pra todo lado. Há tambem muitos bares, e tudo, todos os comércios sao feitos de madeira. Bem interessante mesmo de se ver.

Hoje o dia amanheceu sem nuvens, com o céu bem azul, deu pra fazer várias fotos legais do vulcao, da praia, das ruas e tudo mais, vejam abaixo.

Meus planos para a virada era somente ficar ali próximo a minha barraca filmando os fogos que ia acontecer na praia ao lado, e que duraria mais de 10 minutos. Porém, ao estar la sentado preparando o almoço e lendo o mapa, um pessoal da barraca notou que estava só e me chamaram para conversar.

Fiquei lá conversando com eles, e o senhor manda chuva da galera me falou que ia assar um cordeiro anoite, pra mim comparecer. Opa, na hora né. Entao cheguei a noite fui até o pessoal, que já hávia aumentado bem, passavam de 10 agora.

Fiquei la conversando com todo mundo, enquanto eles assavam o cordeiro, observei que hávia um objeto estranho lá, que depois ao perguntar, eram somente os ¨bagos¨ do cordeiro que estavam assando também. Nisso eu já tinha certeza que eu ia ter que provar isso de qualquer maneira, e fiquei ali só de olho. Nao passou muito, só foi o tempo de esquentar a carne e ele já rancou as bolas de lá e veio no brasileiro aqui né.

Eu como nao faço disfeita, comi né. Mas foi de boa, apesar de ter uma textura um pouco diferente, nao tem gosto de nada, foi tranquilo.

Provei tambem ponche, que eles falaram que era bebida de lolas ( moças ), vinho chileno, cerveja chinela e tudo que tinha alcool eles colocavam lá, e eu lá só tomando, mas de boa, dava só uma goladinha, e nem deu barato.

Saiu entao um cozido que eles estavam fazendo com os orgaos internos do cordeiro, figado, coracao entre outros. Comi, e tava muito bom, depois comi tambem umas lascas do assado, que tava melhor ainda.

Fomos lá ver os fogos, e nao há nenhuma foto, pois eu apenas filmei, e mas pra frente eu subo o vídeo todo para vocês verem.

Depois tive que ir durmir, porque no dia seguinte, eu iria fazer algo, algo que nao vou nem comentar o que é, mas preparem-se, é a melhor aventura da viagem, até agora.


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2010/12/30 – Frutillar – Pucon

Olá pessoal, hoje foi um dia sem muitas aventuras, sai ao meio dia de Frutillar e peguei a Panamericana rumo ao Norte.

Depois de ter andado alguns km no frio, estava ficando mais quente, quando bem la no horizonte vejo o céu nublado, e era o lado que estava indo.

Cheguei entao a essa parte nublada, e percebi que tinha chegado nas montanhas chilenas, sai da regiao dos lagos e estava andando entre montanhas, cobertas de árvores. E como sempre do meu lado direito bem la no fundo, a cordilheira.

Peguei um pouco de chuva até chegar em Lanco, onde parei um pouco e fui até um lan para postar o relato de ontem, uma cidade bem pequena é legal pois todas as casas sao feitas de madeira, e a porta dos comércios ficam fechadas o tempo todo, apenas com uma placa indicando se esta Abierto ou Cerrado. Há muito daqueles bares estilo Texas dos Estados Unidos, com duas portas de meia altura de madeira que se abre para dentro ou para fora. Interessante.

Uma coisa que notei é que aqui no Chile há muitas Ferreterias, sao comércios onde vendem produtos agrícolas, encanamentos, jardinagens, etc. Inclusive fui até uma dessa para comprar Super Bonder, que na verdade se chama La Gottila aqui, comprei para tentar concertar o GPS hoje cedo, porém nao deu certo. Mas quando estava la tentando concertar, chegou o dono da pousada que eu estava e sugeriu colocar um parafuso, fazer uma gambiarra. Entao como sempre apareceu o cara certo na hora certa, e nao é que ele tinha um grande galpao cheio de ferramentas e máquinas que daria para fazer a marretada que ele estava pensando.

Fizemos e deu tudo certo, e agora posso continuar a viagem com o GPS na posicao correta. Quando estava em Lanco, dei uma olhada no mapa, e decidi sair um pouco da Ruta 5 para ir até Pucon, uma regiao com um imenso lago e o vulcao Vilarrica, o vulcao mais ativo do Chile.

Cheguei entao aqui em Pucon, uma cidade bem turística, porém com um tempo meio nublado e fui atrás de um camping, achei um próximo a cidade, e até agora nao tinha visto o vulcao, vi que tinha várias montanhas ali, mas todas tinham seus picos encobertos pelas nuvens.

Entao, armei a barraca e fui la observar a praia que ficava a poucos metros da minha barraca, a areia da praia era preta, provavelmente deve ser pelas atividades vulcanicas da regiao, a água do lago tambem era bem marrom, mas nao era um marrom de barro, era como uma ferrugem, interessante. E quando estava voltando para a barraca, olhei na minha frente, e entre as nuvens vi o pico do vulcao, percebi entao que estava acampando no pé do vulcao mais ativo do Chile.

Hehehe, nao era motivo para panico né, a ultima erupcao foi em 1985,  e nao ia ser bem agora que teria outra. Fiquei la olhando ele e tentando tirar uma foto para mostrar para voces, mas nenhuma saiu boa. Colocarei uma na galeria, mas é bem dificil ver o vulcao entre as nuvens.

Decidi tambem que será aqui eu vou passar o ano novo. Entao aqui será o primeiro lugar que fico acampado 2 dias seguidos. Até a próxima, provavelmente só ano que vem.

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2010/12/29 – Conhecendo a Isla de Chiloe

Olá pessoal, primeiramente quero agradecer a todos que tem comentado em meu blog, familia, amigos e todo o pessoal de Franca, hoje saiu uma matéria sobre minha viagem no jornal. Muito obrigado a todos e desculpe caso nao tenha respondido o seu comentário, mas para conseguir ficar 1 hora na internet para postar o relato do dia já é difícil.

Bom, hoje o dia foi dedicado a chegar no início da Ruta 5 Panamericana. Eu já sabia que ela comecava na Ilha de Chiloe, exatamente na cidade de Quellón, porem nao era intencao minha ir até la, ¨nao era¨.

Assim que acordei hoje no camping foi me servido um bom café da manha com direito a bolachinhas em diversos formatos feitas na hora.

Comi tudo e segui para o Sul de Puert Montt, iria andar 50 km até chegar ao Cana de Chacao, e de lá partiria rumo ao norte. Ok, chegando la, achei que ia ter algo como um monumento ou pelo menos uma placa, ¨Aqui inicia a Panamericana¨, mas nao tinha nada. Entao fiquei meio chateado e tirei uma foto da balsa e parti rumo ao Norte, mas depois de alguns metros andado, parei e vi que se eu partisse daquele ponto, nao estaria andando de ponta a ponta a Ruta 5. Entao voltei, peguei a balsa e parti rumo a Ilha de Chiloé.

Enquanto estava atravessando veio algumas pessoas perguntar de onde era, pra onde ia, e etc. E nisso veio um senhor e perguntou se eu ia conhecer a ¨Pinguineira¨. Falei que nao, que ia até Quellón somente e voltar, entao ele disse para ir nessa Pinguineira que era no meio do caminho, e eu fui.

Chegando la era uma praia e tinha uns barcos que levava os turistas até umas ilhas ali próximo onde poderia ver diversos tipos de pinguins, patos e gaivotas. Peguei um desses barcos e fui até la para ver isso né, afinal nunca tinha vistos pinguins em seu habitat.

Foi muito legal, durou 40 minutos o passeio e eu meu barco tinha 4 espanhois, 1 alemao e 3 brasileiros. O guiador do barco ia falando sobre os pinguins, e tudo mais. Valeu a pena.

Voltei a estrada e parti rumo ao sul da ilha, nesse momento estava andando por estradas de Rípio e a paisagem era linda, de um lado o oceano pacífico, e do outro lado, bem la no horizonte, as cordilheiras, imponentes com seus diversos picos nevados.

Passei entao por Castro, até chegar em Quellón, e fui direto ao ponto inicial da Ruta, porém chegando lá, mas uma decepcao, nao havia nada, exatamente nada, somente uma indústria de mariscos e algumas casinhas de madeira, a estrada era de rípio e nao havia nem ser quer uma placa. Puta que pariu, eu hávia andado 200 km fora do planejado a espera de uma simples placa, e nao tinha encontrado nada.

Virei a moto para o norte, parei no meio da estrada, dei 2 aceleradas a 3000 giros, tirei o pé chao e parti, sabendo que tinha a minha frente 3000 km para atravessar todo o Chile.

Já era bem tarde, umas 19:00 quando o suporte do meu GPS quebrou e eu tive que ir com ele dentro da pouchete. Dei uma acelerada a mais, pois queria pelo menos atravessar a balsa novamente e procurar algum camping em Osorno, estava longe ainda, e a previsao era de chegar umas 23:00.

Peguei a balsa para o continente, e já era umas 22:00, o céu a minha frente estava escuro, porém atrás de mim sempre ficava uma cor como quando acaba de anoitecer, e isso foi ficando até as 23:00, quando cheguei á Frutillar.

Estava muito frio, e mesmo estando com 3 calcas, 1 blusa e 2 jaquetas, luva de snowbord, diversas meias e coturno impermeável, nada era suficiente para deter o frio de 7 graus que era trazido pelos ventos sobrados do Sul.

Entao parei nessa pequena cidade para procurar camping, porém estava muito cansado, e com muito frio, ia ser complicado armar a barraca hoje, resolvi parar antes em uma pequena lanchonete para comer. La perguntei se havia cabañas por ali, e eles me indicaram um lugar ali perto mesmo.

A filha da dona da lanchonete estava ali também, notei que ela estava grávida. Na verdade, nao tinha como nao notar, estava de 8 meses e meio. Porem tinha uma cara de crianca, e tive que perguntar quantos anos tinha. Ela me disse 16, e eu falei se era normal ela estar grávida naquela idade. A mae dela disse que sim, e falou que aqui todas as ¨meninas¨ ficam grávidas nessa idade.

Fui até a cabañas e estava fechada, porém um pouco mais á frente encontrei uma que hávia uma luz acessa, lá dentro tinha uma roda de senhores e senhoras jogando baralho. Um deles veio até mim, e disse que tinha vaga, resolvi ficar por ali mesmo.

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2010/12/28 – Vila La Angostura – Puert Montt

Primeiramente, hoje é o aniversário da minha namorada, feliz aniversário e desculpe por nao estar contigo nessa data tao especial. Te amo.

Ola pessoal, ontem depois de terminar o post fui dar uma volta na cidade, já era anoite, a cidade apesar de ser pequena, é bem legal, tem várias lojinhas, restaurantes, hoteis e bares aberto até tarde da noite. E a cidade é bem iluminada, além de ser cercada de grandes montanhas.

Hoje consegui finalmente acordar cedo, as 7:30, e as 9:00 já estava na estrada, rumo ao Chile. Cheguei umas 10:30 na aduana Argentina, apesar de ser 30 km da cidade que estava, fui parando para ir tirando fotos e fui beem devagar, por isso toda essa demora para chegar la.

Primeiramente passei pela aduana argentina para fazer o tramite de saida do país, tive que apresentar um papel que eu peguei la na entrada em Fóz, documentos da moto, rg e pronto, me entregaram um formulário que seria necessário para entrar no Chile.

Alguns kms a frente cheguei a aduana Chilena, la foi um pouco mais complicado, tive que apresentar o formulário que veio da Argentina, os doc da moto e RG, depois tive que descarregar toda a bagagem da moto e abrir tudo para um agente da aduana olhar se nao tinha fruta, graos, carnes, etc…

Depois de tudo olhado, foi autorizado a entrada no Chile, e entao carreguei tudo e parti. Tinha uns 30 km para chegar a tao sonhada Rota 5, ou como conhecida Panamericana. Eu chegaria em Osorno, e teria que andar uns 100 km para chegar a Puert Montt que é onde inicia a Panamaricana.

Deois de transpor a cordilheira, pra falar a verdade ainda estava esperando por ela. As subidas e descidas que eu fiz nao chega nem perto com as que tem na subida da serra de Ubatuba, vi tantas pessoas falando que a cordilheira era algo quase que intransponível, que congelava a gasolina da moto, que o frio era insuportável e tudo mais. Bom, como sempre, a gente tem que viver para ver que nao nem sempre as coisas sao do jeito que falam.

No caminho cruzei com 2 ciclistas brasileiros que estava iniciando hoje uma viagem de Osorno á Ushuaia, de bike hein. A um bom tempo antes da minha viagem vim ouvindo de quase todo mundo falando que o que eu iria fazer era uma loucura, que era coisa de outro mundo, que nao sei o que.

Quase cheguei a acreditar que o que eu estava fazendo era algo foda. Mas bastaram 3 encontros nesses 2 últimos dias para ver que o que eu to fazendo é fichinha. 2 italianos dando a volta na américa de moto, 2 senhores de 80 anos descendo em um barco a remo até o atlantico e esses 2 ciclistas brasileiros em uma viagem de 60 dias em cima de uma bike.

Segui viagem e cheguei a Osorno, logo que cheguei na Ruta 5 senti uma coisa inexplicável, na verdade quase chorei. Estava na tao sonhada Panamericana e iniciava agora uma viagem de ponta a ponta nessa famosa Ruta.

Andei por 100 kms já nessa rodovia até chegar a Puert Montt e já percebi algumas coisas. Primeiramente a muitas empresas e industrias envolta dela, há tambem muitos pedágios, um em cada saida da rodovia, além dos que existem na própria rodovia, e moto tambem paga.

Cheguei entao a Puert Montt, uma cidade no extremo sul do Chile, e é o meu ponto D, foi mais um passo executado com sucesso.

Logo que cheguei a cidade fui até o litoral e peguei outra famosa rodovia, a Carretera Austral, ela vai margeando o oceano pacífico rumo ao Sul, fui andando desnumbrando aquele marzao azul, pensando que devia estar muito frio, até chegar em um praia com um tanto de gente tomando sol e alguns até nadando, fiquei impressionado. Porque naquele momento eu estava coberto da cabeça aos pés, e estava fazendo um vento que chegava a balançar a moto, e um vento frio que vinha do Sul. Nao sei como aquelas pessoas estavam ali, mas estavam.

Abasteci a moto e deu 10.000 pesos, oooh loco. Depois fui ver que nao era tanto dinheiro como eu pensava. Apesar que já deu pra notar que a gasolina aqui realmente é bem mais cara, na verdade tudo é mais caro.

Cheguei a um camping, e eram 24.000 pesos a noite. Depois de chorar muuuito foi para 8.000 pesos, parece que aqui tem mais negociaçao, diferente da Argentina.

Armei o acampamento e fui até o centro da cidade para trocar meus pesos argentinos por peso chileno, o cambio é 1 peso argentino = 105 pesos chilenos.

Dei uma voltinha la no Centro, algumas fotinhas e agora estou aqui postando mais uma vez.

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2010/12/27 – San Carlos de Bariloche – Vila La Augustura

E ae pessoal, como todos já devem saber, ontem cheguei ao ponto C da minha viagem, com 1 dia de atrazo, devido alguns imprevistos, porém sem maiores problemas. O que tenho vivido tem sido único, é em um blog mesmo com milhoes de palavras e fotos nao dá para descrever.
Amanha estarei deixando a Argentina para trás e entrando no Chile, já realizei um dos sonhos que era conhecer a Patagonia, estou a 50 km da divisa com o Chile, e amanha mesmo estarei entrando na Panamericana, outro sonho, senao o motivo principal da viagem.
Quero fazer um preve resumo sobre esse imenso e diversificado pais, irei falar com base somente nos lugares que passei, que nao foram poucos, práticamente foram 8 provincias e centenas de cidades.
Primeiramente vim com uma imagem diferente do argentino, achei que eles iriam encanar até mesmo com minha bandeira do Brasil no alforge da moto. É, realmente eu tinha um preconceito, mas por tudo que tinha lido era dificil vir sem esse receio. Porem já entrando no país vi que era totalmente diferente, em todos os lugares que passei fui bem recebido e bem tratado. Os policiais sempre foram bem educados e tirando a cara de mal, que todos tem mesmo, eles sao gente boa, e deram informaçoes, e um até mesmo eu estando com a luz queimada da moto, deixou eu seguir viagem sem maiores problemas.
Os cidadoes tambem sao pessoas ótimas, e faziam de tudo para poder comunicar comigo, sempre que pedia alguma informacao, eles gesticulavam, desenhavam, e até sugeria de me levar até o local. Fora as ajudas que obtive quando minha moto estragou, quando necessitei de lugar para durmir, um lugar para passar o natal. Foram alguns dessas proezas que recebi que provavalmente me proporcionará cumprir todo o meu trajeto planejado.
Bom, em termos de paisagem, o que vi aqui foi as mais diversas paisagens, logo que entrei no país vi muita floresta, com lagos e rios de água marrom. Depois entrei em pastos intermináveis. Já no centro do país era enormes planices alagadas. Logo abaixo peguei um deserto com salares e lagos de água azul e ao fim peguei uma vegetaçao de alta altitude e picos imponentes cobertos de neve.
Animais, vi vários tambem, avestruz, ovelhas, tatu, peludos ( nao sei o nome no Brasil, mas aqui é assim, parece uma raposa ), águias, e outros.
Comi vários tipos de comidas, parrila que é o famoso churrasco argentino, truta com limao, algumas massas, saladas, etc. Gostei de tudo, especialmente do churrasco.
Aqui muitas coisas sao pintadas na cor azul e branca, e na forma da bandeira do país, passei em algumas cidades, que tudo, tudo mesmo era azul com uma faixa branca no meio, postes, telefones publicos, casas, monumentos, e com várias bandeiras tambem do país em vários lugares. Muito legal.
Meu farol chegou a queimar acho que de tanto piscar para as pessoas que vinham contra na rodovia, sempre por onde passava elas piscavam, e acenavam, nao só motoqueiros, como traillers, carros, bicicletas e pedestres.
Na maioria dos lugares que eu parava eles me perguntavam de onde vinha, de que parte do Brasil, perguntavam a potencia da moto, o quanto ela pegava de velocidade, consumo, marca, etc. Sempre impressionados pelo fato de nao ser uma moto tao grande e pelo fato tambem deu estar viajando sozinho.
Alguns lugares que eu parava, algumas pessoas vinham tirar fotos, outros vinham me dar dicas de onde eu devia conhecer, sempre falando devagar e gesticulando para eu entender. E assim foi indo durante toda a viagem. Acho que da pra contar 1 ou 2 vezes somente que alguem nao me entendeu ou explicou rapidamente sem questao de eu enteder.
E foi isso, estou deixando esse belo pais com um certo aperto no peito, mas estou seguro que o Chile tambem nao deixará a desejar, todos os brasileiros que encontrei aqui quando falava o quanto os argentinos eram amistosos comigo, eles falavam, no Chile será bem mais, entao amanha eu começo colocar isso a prova. Até mais, abaixo algumas das fotos de hoje em alta resoluçao hoje porque a lan é boa, vou upar em 8 Mb/px

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2010/12/26 – Neuquén – San Carlos de Bariloche

Ola pessoal, hoje nao vou falar muito, tanto porque nao da para descrever o que tenho visto, correu tudo bem. Entrei na provincia de Rio Negro, e passei pela Ruta do Viño, sem comentários, apenas vejam as fotos.

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